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27
Ago
Terra: Brasil perde dos EUA e se complica na fase final do Grand Prix

Escrito por Administrator

A Seleção Brasileira feminina de vôlei jogou com muita raça, mas não conseguiu evitar sua segunda derrota em três jogos pela fase final do Grand Prix. Com saques e ataques potentes, os Estados Unidos venceram a partida desta sexta-feira por 3 sets a 2, parciais de 22/25, 25/19, 30/28, 17/25 e 15/13, em confronto que durou pouco mais de duas horas.

O resultado complica muito as chances de o time de José Roberto Guimarãs conquistar o nono título da história do Grand Prix. Com duas derrotas em três jogos nesta fase final, o Brasil soma cinco pontos, enquanto as americanas, únicas invictas nesta semana, possuem sete.

Sem poder contar com a ponteira Mari, que machucou o joelho direito, o treinador alçou Paula Pequeno ao time titular. E apesar de não viver boa fase, ela não decepcionou e fez 14 pontos. O problema é que, assim como a colega de equipe, a jogadora também se lesionou ao cair de mau jeito. No tie-break, Paula sentiu o tornozelo esquerdo e o Brasil teve outra jogadora saindo carregada de quadra em dois dias seguidos.

Se por um lado as brasileiras não foram alvos do forte bloqueio americano, por outro o paredão brasileiro também não foi capaz de parar as atacantes adversárias, com as centrais pontuando muito mais no ataque.

A defesa verde-amarela mais uma vez não funcionou da maneira adequada e a levantadora Fabíola se precipitou na distribuição de algumas jogadas, minando as chances do Brasil, que ainda reclamou de erros de arbitragem.

Neste sábado, a Seleção terá pela frente a Itália, único adversário que a conseguiu derrotar na fase classificatória - 3 sets a 1 em São Carlos. O jogo começa às 4h30 (horário de Brasília). Os Estados Unidos encaram a China, às 8h.

O jogo

Para dar moral a Paula Pequeno logo de cara, Fabíola levantou a primeira bola para ela, que converteu com uma bela cravada na quadra americana. O ataque brasileiro, no entanto, entrou na partida receoso com o forte bloqueio rival e os Estados Unidos tomaram a frente no placar.

A desatenção também era um problema: no 6/4, por exemplo, Thaísa fez uma boa largada e comemorou, mas o fundo de quadra adversário conseguiu salvar e as adversárias pontuaram, para irritação do técnico José Roberto Guimarães.

A recuperação do Brasil aconteceu pouco a pouco: primeiro, com um bloqueio sobre Logan Tom, principal estrela dos EUA. Depois, Fabíola executou um excepcional corta-luz que enganou as rivais após passe ruim da defesa brasileira. O empate veio através de Thaísa, no 13º ponto.

Vibrando muito, a seleção virou o placar e, após um bloqueio de Thaísa, o técnico Hugh McCutcheon parou a partida no 21/17. As americanas esboçaram uma reação, ocorrida muito em virtude do mau momento de Jaqueline, que quase chorou ao tomar uma bronca de Zé Roberto. Ela descontou a frustração pelos erros na bola, com duas fortes cortadas que fecharam o set em 25/22.

A ponteira, porém, voltou mal para a segunda etapa. Com a recepção ruim, ela virou alvo dos saques dos Estados Unidos, que dominou a parcial do início ao fim. Zé Roberto ainda tentou colocar Dani Lins e Natália em quadra, mas as duas não entraram bem e as alterações foram desfeitas. Sem problemas, as adversárias fecharam em 25/19.

O empate animou as americanas, que deram a impressão de que iam embalar no jogo ao fazer 4/0 de cara no terceiro set. Mas o Brasil não se entregou e buscou o placar pouco depois do primeiro tempo técnico, quando Sheilla fez 8/8. Os dois times passaram a se alternar na liderança e o fim da etapa foi extremamente emocionante.

A primeira chance de fechar a parcial foi dos Estados Unidos, mas dois ataques da oposta brasileira colocaram as campeãs olímpicas à frente. Com a chance em mãos, o Brasil teve dois contra-ataques para vencer, mas as adversárias fizeram sensacionais defesas e depois bloquearam Paula Pequeno, seguindo vivas.

Um bloqueio de Thaísa, que tinha acabado de voltar ao jogo no lugar de Adenízia, deu nova oportunidade ao time, mas novamente a chance não foi aproveitada. Pior: em um ace de Destinee Hooker, as americanas venceram a etapa e passaram à frente no placar: 2 sets a 1.

Ciente do quão prejudicial seria uma derrota por 3 a 1 - as regras do Grand Prix dão três pontos para quem vence por 3 a 0 ou 3 a 1, dois para quem vence por 3 a 2 e um para que perde no tie-break -, o Brasil começou com tudo na quarta etapa. Levou um susto e deixou as rivais empatarem antes da metade do set, mas logo se restabeleceu e venceu com relativa tranquilidade.

Dramático, o tie-break ficou ainda mais tenso quando Paula Pequeno caiu de mau jeito e lesionou o tornozelo esquerdo, precisando sair carregada de quadra. Natália foi improvisada na ponta e não entrou bem, ficando zerada na partida. Ainda assim, as brasileiras complicaram a partida, mas dois erros consecutivos de Sheilla acabaram com o confronto.

Última atualização em Sex, 27 de Agosto de 2010 13:45
 

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Adenízia Ferreira

  • Data Nasc: 18/12/1986
  • Altura: 1,87
  • Peso: 69 kg
  • Posição: Meio de Rede
  • Equipe: Sollys/Osasco